Psicoterapia

Muitas pessoas não entendem o trabalho do psicólogo e têm resistência com a função desenvolvida por este profissional. Infelizmente ainda há preconceitos em relação ao trabalho do psicoterapeuta.

O assunto ainda gera muitas dúvidas e precisa ser abordado para que haja mais conhecimento sobre o processo psicoterápico.

A psicoterapia tem, como objetivo, a ampliação da consciência, o autoconhecimento, o conhecimento e melhoramento das relações e das formas de comunicação, a humanização, o processo de individuação, a conexão com as nossas sombras e a desconstrução de padrões disfuncionais.

Existem várias abordagens e, de certo, cada profissional funciona de forma singular e subjetiva. A psicanálise é uma das abordagens mais conhecidas devido a seu precursor Sigmund Freud, muito falado, mas não tão bem entendido pelos leigos. A abordagem sistêmica é mais nova e tem contribuições de diversos autores e diferentes profissionais como biólogo, físico e antropólogo.

De forma generalizada, a abordagem sistêmica trabalha com as relações e a comunicação entre pessoas. O psicoterapeuta realiza intervenções, trabalha com diferentes técnicas e auxilia no processo de humanização, que consiste na capacidade de lidarmos com as nossas diferenças e semelhanças com outras pessoas. Como o próprio nome já diz, o trabalho não pode ser desenvolvido sem avaliar o sistema do qual faz parte cada indivíduo que procura a psicoterapia. Entender o pedido terapêutico, fazer uma análise sistematizada da queixa e o contexto em que se dá à problemática, faz parte do início deste percurso que pode, ou não, durar alguns anos.

Podemos comparar o processo terapêutico à metamorfose das borboletas, que passa por quatro estágios diferentes até atingir a fase adulta, a qual torna-se livre para voar e reproduzir. Para chegar à etapa final, a borboleta tem que passar por todo o processo de mudança. Assim é também a psicoterapia, devemos auxiliar o paciente a passar por todos os estágios de sua vida porque foi através destas etapas que ele fez suas escolhas e é sujeito de suas ações. A possibilidade de amadurecimento e diferenciação do eu dá-se através da passagem por fases que não são fáceis no processo terapêutico, porém essenciais para o crescimento individual.

O movimento do paciente é imprescindível para que haja o processo psicoterápico, pois é ele quem tem que buscar. Algo tem que mexer dentro dele para que o paciente procure um psicoterapeuta. O desejo tem que impulsionar, a vontade de mudar o que incomoda e o querer se conhecer são aspectos que proporcionam este movimento.

 Bruna Godoy
CRP 04/31030